BMG e Concord confirmaram a fusão em 1º de setembro, quase cinco meses depois de anunciar o negócio. O detalhe mais curioso não é o tamanho da empresa que nasceu, é quem ficou no comando dela.
O acordo
O anúncio da fusão saiu em 28 de abril, e levou até setembro pra passar por todas as aprovações regulatórias necessárias. A empresa combinada opera sob o nome BMG, com sede global em Nashville e sede europeia em Berlim. A Bertelsmann fica com cerca de 67% do negócio, e a Great Mountain Partners com os outros 33%.
Quem ficou no comando
Bob Valentine era CEO da Concord antes da fusão. Depois dela, virou CEO da BMG inteira — a marca que sobreviveu à fusão não foi a dele, mas o comando ficou. Thomas Coesfeld assume como presidente do conselho da empresa combinada.
A empresa cujo nome desapareceu foi a que ficou com o executivo no comando da fusão inteira.
O tamanho do negócio
Juntas, as duas empresas somam mais de 4 milhões de obras no catálogo. A projeção de receita pro ano é de US$ 2,2 bilhões, com EBITDA ajustado de US$ 730 milhões.
Fusão desse tamanho sempre mexe na administração de royalties de quem está catalogado nessas editoras. É o tipo de mudança que interessa direto pra quem vive de direito autoral musical, porque muda quem assina os contratos e quem processa os repasses daqui pra frente.