A IFPI lançou um padrão comum contra fraude em streaming, assinado por Universal, Sony, Warner e mais de vinte distribuidoras. A DistroKid, responsável por cerca de 40% de toda a música nova lançada no mundo, não assinou, e na mesma semana foi processada pela Universal.
O que é a Streaming Integrity Initiative
A iniciativa da IFPI, batizada de Streaming Integrity Initiative, reúne empresas que se comprometem com práticas mínimas pra prevenir, detectar e responder a fraude em streaming: verificar a propriedade dos direitos e a identidade de quem faz upload, vistoriar conteúdo em busca de infração e fraude, agir contra reincidentes e compartilhar informação entre concorrentes. Sony Music (com as distribuidoras AWAL e The Orchard), Universal Music (com CD Baby, FUGA e Virgin Music Group) e Warner Music (com a Revelator, recém-adquirida) estão entre os signatários.
A distribuidora que ficou de fora
A DistroKid, maior distribuidora independente do mundo, atende mais de 4 milhões de artistas e distribui cerca de 40% de toda música nova lançada globalmente. Até agora, não assinou o padrão da IFPI, diferente de concorrentes diretas como a CD Baby.
Ficar de fora de um pacto que praticamente todo o resto do mercado assinou, na mesma semana em que é processada por uma das majors, não é a melhor imagem pra uma distribuidora que movimenta quatro em cada dez lançamentos do mundo.
E o processo da Universal
Na terça-feira, a Universal Music Group processou a DistroKid por infração de direitos autorais e práticas comerciais enganosas. A acusação central é que a DistroKid manteve o que a Universal chama de "pipeline de lixo gerado por IA", distribuindo faixas mesmo depois de avisada que infringiam obras de artistas.