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Radar de Notícias 07 de outubro de 2026

A Futurecom 2026 espera 30 mil pessoas em São Paulo, e o assunto que domina é IA agêntica

A Futurecom 2026 acontece de 6 a 8 de outubro no São Paulo Expo, com expectativa de mais de 30 mil visitantes, 300 marcas expositoras e 400 palestrantes. A programação coloca infraestrutura digital, inteligência artificial e soberania tecnológica no centro, com a IA agêntica, a de agentes que agem sozinhos, como o assunto que mais aparece.

Os números do evento

São 93 horas de conteúdo distribuídas ao longo de três dias, com congressos das 9h às 18h e exposição das 10h às 20h. Parte da programação é gratuita e aberta a quem visita a exposição, em espaços como a Future Talks Arena, o ISP Next Level e os Meetups.

O que está em debate

As atividades abertas ao público tratam do impacto da IA agêntica, da latência ultrabaixa, da segurança da informação e da governança regulatória nos setores produtivos da economia. Uma das apresentações da programação aborda sistemas de agentes autônomos, integração de ferramentas e arquiteturas multiagente.

Há um mês o assunto era se o agente de IA funcionava. Agora a pergunta que aparece nos palcos é quem controla, audita e responde pelo que ele faz.

O mesmo tema, vindo de fora

O foco da Futurecom conversa direto com o que as grandes empresas de tecnologia anunciaram nas últimas duas semanas. A OpenAI lançou o Dots, agente que trabalha sozinho rumo a um objetivo e se conecta a mais de 4 mil aplicativos, e a Meta lançou o Muse for Small Business, que acessa a loja, o pagamento e a contabilidade de um pequeno negócio. Do lado da segurança, a Nvidia apresentou uma plataforma de contenção de agentes com mais de cem parceiros, e os principais executivos de IA assinaram na Casa Branca um acordo voluntário de segurança, seguido, no dia seguinte, de uma investigação da FTC.

O que isso muda

Pra empresa brasileira, o ponto é que a discussão deixou de ser sobre testar um chatbot e passou a ser sobre dar a um agente acesso a sistemas reais, com dinheiro, cliente e dado dentro. Isso pede política de acesso, registro do que o agente fez e um responsável por ele, e muita empresa vai descobrir essa necessidade depois de contratar a ferramenta, não antes. Existe também um desencontro difícil de ignorar: o evento debate governança de agentes, mas o Marco Legal da IA, o PL 2338/2023, segue parado na Câmara e só deve ser votado depois das eleições. Quem decide adotar agente agora faz isso sem regra nacional definida, então a governança vai ter que vir de dentro da própria empresa.