Em 7 de outubro, na Feira do Livro de Frankfurt, o Spotify anunciou que vai levar os audiobooks de 22 pra mais de 180 mercados até o fim de 2026. O Brasil está entre os primeiros: a liberação é em 15 de outubro, com catálogo em português e 12 horas por mês incluídas pra assinantes Premium elegíveis.
O calendário da expansão
A abertura acontece em lotes. Argentina, Brasil, Noruega e Polônia entram em 15 de outubro, Portugal em 12 de novembro, e os demais mercados da África, das Américas, da Ásia, do Caribe, da Europa e do Oriente Médio vão sendo ligados aos poucos até o fim do ano. O Spotify estima alcançar mais de 750 milhões de pessoas.
O que muda pra quem está no Brasil
O Brasil entra no modelo de audiobooks incluídos no plano: assinantes Premium elegíveis recebem 12 horas de audiobook por mês sem pagar a mais. Quem quiser ouvir além disso pode contratar o Audiobooks+, um complemento pago que, em outros mercados, como os da África, da Ásia e a Argentina, é o principal caminho de acesso. O catálogo ganha o português, com mais de 6 mil títulos, contra mais de 45 mil em espanhol, mais de 20 mil em polonês e mais de 14 mil em italiano.
Parceria sem exclusividade
O Spotify afirma que as parcerias de audiobooks não são exclusivas, ou seja, a plataforma se posiciona como um caminho adicional até o leitor, e não como substituta das editoras e distribuidoras que já existem.
O Brasil recebe duas frentes novas do Spotify fora da música no mesmo mês: audiobooks em 15 de outubro e o Partner Program de podcasts em 19.
O que isso muda
Pro assinante, é mais conteúdo dentro de uma assinatura que ele já paga, e isso tende a aumentar o valor percebido do Premium sem mexer no preço, o que ajuda a segurar quem pensa em cancelar. Pro mercado editorial brasileiro, o número que chama atenção é o do catálogo: o português tem cerca de sete vezes menos títulos que o espanhol, o que indica espaço pra editora, autor e narrador que ainda não têm obra em formato de áudio. E o Taste Profile, o recurso que deixa o usuário ajustar a recomendação por linguagem natural, já cobre audiobooks, então a descoberta de livro dentro do app tende a ficar cada vez mais parecida com a de música e podcast. Em resumo, o Spotify está tentando virar o lugar onde o brasileiro gasta o tempo de escuta, qualquer que seja o formato, e não só o de ouvir música.