← Voltar pro blog
Radar de Notícias 14 de setembro de 2026

A Universal pulou direto pro acordo com a IA que as outras majors estavam processando

Enquanto Sony e Warner processam a Anthropic por treinar IA com música sem licença, a Universal fez o caminho oposto. Em 10 de setembro, fechou um acordo de licenciamento de vários anos com a ElevenLabs pra construir uma plataforma de IA musical com os artistas dentro do processo, não fora dele.

O que muda pro fã

É o primeiro acordo da ElevenLabs, avaliada em US$ 11 bilhões, com uma major da música. A plataforma em desenvolvimento vai deixar fãs criarem remixes, mashups, novas interpretações e experiências vocais personalizadas usando músicas de artistas que topem participar. Cada artista precisa autorizar o uso do próprio catálogo, então nada entra na plataforma sem licença.

Não é só um app pra fã mexer

O acordo cobre mais do que a plataforma pública. Universal e ElevenLabs também vão desenvolver juntas ferramentas de áudio por IA de nível profissional, pensadas pra artistas e compositores da própria Universal usarem no processo criativo deles.

É o primeiro acordo grande de uma major com uma empresa de IA de áudio construído em cima de consentimento, não de processo judicial.

O que isso muda na disputa

Até agora, a resposta padrão das majors pra empresa de IA que treina modelo com música protegida era processar primeiro e negociar depois, como Sony e Warner Chappell estão fazendo agora com a Anthropic. A Universal escolheu pular essa etapa inteira com a ElevenLabs. Se o modelo funcionar, vira um caminho alternativo pras outras gravadoras: em vez de brigar na Justiça por indenização, licenciar direto e ficar com uma fatia do produto que a IA vai vender.